A educação ao ar livre é uma experiência
única de contato com a natureza, que leva os jovens a perceberem o
mundo que os rodeia.
Não há como transportar uma floresta, um rio nem
um sítio arqueológico para a sala de aula, mas está ao
nosso alcance possibilitar uma vivência que reúna as riquezas
da água, do solo, das plantas, dos animais e das pessoas.
A Mata Atlântica é um laboratório vivo,
onde os jovens têm a oportunidade de criar fortes laços com a
natureza, por meio da formação de conceitos e valores e da criação
de um senso de responsabilidade pelos recursos naturais.
Volta Velha é uma unidade de conservação
particular, com 586 hectares, criada em 1992, com o propósito de servir
de base para pesquisas, para a educação e para o ecoturismo.
Com cerca de duas décadas de estudos ecológicos – envolvendo
comunidades florestais, mamíferos e aves -, a RPPN Volta Velha possui
um dos maiores acervos de conhecimentos científicos das planícies
costeiras do Brasil e conta com o gerenciamento da ADEA – Associação
de Defesa e Educação Ambiental.
Foto:
Beto Vieira
O CEAL - Centro de Educação ao Ar Livre, integrado
à RPPN Reserva Volta Velha dispões de sete apartamentos, para
a acomodação de grupos de até 44 pessoas, além
de refeitório, trilhas interpretativas, uma oca dos índios Waurás,
do Xingu, e uma casa de vidro na floresta.
A presença da cultura indígena é ressaltada
pelos vestígios das populações primitivas que habitaram
a área da reserva, como o sambaqui Volta Velha II, com cerca de 3 mil
anos de idade.
Programa de Educação ao Ar Livre da RPPN
Reserva Volta Velha
Foto:
Beto Vieira
Este programa atende às necessidades curriculares de
jovens do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, com base no currículo
proposto pelos PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais, do MEC - Ministério
da Educação e Cultura e seus temas transversais.
Além disso, a estrutura pedagógica do programa
é orientada pelo Glen Helen Outdoor Education Center, de Yellow Springs,
Ohio, EUA, que compartilha com a RPPN Reserva Volta Velha seus mais de 50
anos de experiência em educação ao ar livre.
A adaptação metodológica à realidade
brasileira está a cargo do CEAL em parceira com a Síntese -
Centro de Estudos, Aperfeiçoamento e Desenvolvimento da Aprendizagem
de Curitiba – PR.
O respeito pelo indivíduo e as relações
interpessoais são a base dessa metodologia, que trabalha valores de
vida em sociedade, cooperação e integração socioambiental.
As atividades são distribuídas em três dias
e duas noites, tendo como ferramentas de ensino as seguintes trilhas temáticas:
•
Acesso à cultura indígena, por meio do contato direto com as
etnias Guarani e Waurá, a fim de conhecer as tradições,
as danças, as histórias, os idiomas e os costumes desses povos;
• Exploração da Geologia, por meio do estudo
das rochas e dos diferentes tipos de solo encontrados na planície costeira;
• Contato com o mundo dos animais silvestres, com o objetivo
de observar suas principais características, conhecer seus hábitos
e buscar vestígios para a identificação dos diferentes
grupos;
•
Pesquisa de comunidades florestais, para avaliar os ciclos e as dinâmicas
das formações das planícies costeiras da Mata Atlântica;
• Estudo da meteorologia, por meio da coleta de dados
do clima, da análise e da previsão do tempo;
• Realização de trilha noturna ou trilha
dos sentidos, na qual se vivenciam os hábitos dos animais noturnos.
"É uma experiência intensa, que muda
a vida das crianças. Elas são apresentadas a uma maneira diferente
de olhar o mundo, desenvolvendo um interesse profundo pela natureza e aprendendo
a fazer o melhor possível para melhorá-lo. As crianças
são conduzidas e expostas a conceitos de sustentabilidade, reutilização,
reciclagem, entre outros valores, que geram atitudes para serem praticadas
sempre, toda a vida." Joan Horn, Glen Helen OEC
Período de
funcionamento dos Programas do Volta Velha CEAL
Os programas do Volta Velha CEAL estão fortemente ligados
ao currículo formal de ciências naturais, assim sendo os mesmos
ocorrerão juntamente com o ano escolar, do mês de março
ao mês de outubro, podendo ser realizados durante a semana (terça,
quarta e quinta-feira) ou nos finais de semana (sexta-feira, sábado
e domingo).
Estão
inclusos:
* 6 refeições
* 2 pernoites na Reserva Volta Velha
* 2 coordenadores e 3 naturalistas capacitados para aplicação
de atividades de educação ao ar livre
* 1 monitor indígena do parque nacional do Xingu para aplicar atividades
de cultura indígena
* 1 enfermeira
* seguro de acidentes pessoais
Equipe desenvolvimento do Programa de Educação
ao Ar Livre do Volta Velha CEAL:
Ailson Loper – Eng. Florestal, André Segura – Turismólogo,
Celso Seger – Biólogo, Jackson Silva – Eng. Florestal,
Janaína Bueno – Professora de Educação Física,
Karina Bazzo – Acadêmica de Eng. Florestal, Juarez Michelotti
– Eng. Florestal, Lucio Machado – Biólogo, Yawaritsawa
Trumai Waurá.