Reserva Volta Velha
AMOR PELA TERRA, CARINHO PELAS PESSOAS

A Reserva Volta Velha é formada por duas RPPNs localizada em uma mesma propriedade em Itapoá-SC: Fazenda Palmital (1992) e Reserva Volta Velha - Pe. Piet van der Aart (2018) que juntas, somam 875 hectares de áreas protegidas de Florestas Atlântica de Terras Baixas.

A Reserva detém uma dos maiores acervos de pesquisas destas florestas com trabalhos científicos publicados ao longo dos últimos 32 anos. Esta área é também um modelo de gestão compartilhada entre os proprietários e a ADEA, Associação de Defesa e Educação Ambiental. 

Tradução: "Quanto mais conhecemos mais amamos" (piso de acesso ao CREFC, com arte de Cíntia Beatriz Machado Pereira e foto de João Henrique Le Senechal)

Os fundadores

O Casal Natanoel & Arnolda Machado

Natanoel Machado, in memoriam 1936-2018       Teve sempre muita dedicação para deixar a Reserva Volta Velha apta para a sustentabilidade e perpetuidade. Conseguiu passar à próxima geração os princípios éticos e a consciência sobre o uso da propriedade como um patrimônio privado servindo ao bem comum. Amor pela terra e carinho pelas pessoas é exercido como lema de trabalho que traduz para o presente estes ensinamentos. 

Arnolda Machado                    Grande incentivadora da conservação, dona Nica sempre se mobilizou para qualificar as estruturas e serviços e dar condições de trabalho. Influencia ainda hoje a equipe e foi mentora por mais de 35 anos de todos os que participaram direta ou indiretamente da Reserva Volta Velha.  

A filosofia

A inspiração para a criação da Reserva Volta Velha

Grandes projetos não nascem sozinhos. Uma série de motivações e pessoas geralmente estão atrás de boas ideias. Na RPPN Reserva Volta Velha, em Itapoá, isso não é diferente. Criada há 27 anos, ela é fruto de muita vontade, desejo de preservação e também motivações de uma pessoa: Piet Van Der Art, mais conhecido como Padre Pedro.

Holandês, o padre missionário conheceu a família Machado, proprietária da RPPN Reserva Volta Velha, nos anos 80. Como professor de teologia da PUC Paraná, encaminhou suas aulas para temas de ciências naturais, teorias da evolução e conservação, sempre colocando a natureza como elemento de ligação entre Deus e o homem. Sua formação acadêmica era vasta: doutor em teologia, geologia e biologia. Era missionário Marista e, com isso, teve oportunidade de viver em diferentes países, como a Nova Zelândia, Alemanha e Brasil. De sua paixão pela natureza se dedicou muito ao estudo das plantas, em especial a fitossociologia. Esse e outros diferentes conhecimentos, a mente aberta e o desejo de ensinar, é claro, encantou os alunos.

As aulas então extrapolaram a universidade: junto com o padre, alunos formaram um grupo de pesquisa, fizeram expedições em campo e trabalhos na Serra do Mar. Entre as atividades, o Padre Pedro chegou a Itapoá, onde conheceu a família Machado, a área de floresta e as ideias de iniciativas ambientais. "A ideia já tínhamos, mas ainda era pequena e um pouco abstrata. Foi ele que nos motivou e derrubou as barreiras e resistências entre as gerações. Posso afirmar que não existiria Reserva Volta Velha sem o Padre Pedro", conta Lúcio.

Essas atividades, hoje desenvolvidas na RPPN Reserva Volta Velha são, em boa parte, fruto dessa motivação do Padre Pedro. Como diz a família: "Um projeto desse não se faz só com vontade, tem que ter uma filosofia também; e ele nos trouxe essa filosofia de vida, de amor e luta pela natureza".